
TEM SEMPRE SAÍDA
De: Olímpia Ribeiro
Um dia amanheci perdido
Já não tinha no rosto alegria
E no corpo muito cansaço.
Só Deus talvez entendia
Tudo aquilo que eu sentia
No mundo perdi o espaço.
Um corpo só no abandono
Sentindo o calor e o frio
Por todo canto estilhaço.
Perdido assim me sentia
Trocando noite pelo dia
Sem entender os meus passos.
Quando o desespero chegava
Revidava em todo mundo
Galopando só no cangaço.
Uma luta sem vencedor
No desespero da dor
E na dureza do aço.
Pro mundo, totalmente invisível
Prá mim, eu nem existia
Minha vida enfim, um fracasso.
Meus olhos quase fechando
O corpo devagar definhando
Da veste somente o chumaço.
Nem mesmo acreditei
Quando uma luz me tocou
A Deus perguntei: — O que faço?
Ele nada respondeu
No entanto alguém me acolheu
Com a força de um grande abraço.
2 comentários:
Diga-se de passagem que, abraçá-la será minha função sempre que necessário e, até, sem necessidade alguma. Doando meu abraço recebo de volta o seu me confortando na mesma intensidade. Beijos.
Parabéns Olímpia. É muito bom vermos nossos trabalhos e criações valorizados. Sei bem o que está sentindo. Tive tb a alegria de ter a minha poesia publicada: Abraços Verdadeiros, e é o que envio a você. Alice Gervason Marco Fernandes
Postar um comentário