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As tuas mãos tem grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já cor de terra
— como são belas as tuas mãos —
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram
na nobre cólera dos justos...
Porque há nas tuas mãos, meu velho pai,
essa beleza que se chama simplesmente vida.
E, ao entardecer, quando elas repousam
nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...
Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente,
vieste alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah, Como os fizeste arder, fulgir,
com o milagre das tuas mãos.
E é, ainda, a vida
que transfigura das tuas mãos nodosas...
essa chama de vida — que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma...
(Mario Quintana)
Parabéns a todos os pais do mundo. Que continuem sendo para seus filhos exemplo de honradez, dignidade e amizade. Dessa maneira seus filhos tornam-se cidadãos seguros e certos de que o mundo tem jeito, que a tristeza tem fim e que a felicidade pode ser simples como um aperto de mão.
O dia do estudante no Brasil é comemorado em 11 de agosto, a mesma data em que foram instituídos os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do Brasil, por Dom Pedro I, no século XIX.
O Brasil tem o maior número de analfabetos da América Latina. São 14,1 milhões de pessoas incapazes de ler e escrever pelo menos um bilhete simples. Levando-se em conta o conceito de "analfabeto funcional", que inclui as pessoas com menos de quatro séries de estudo concluídas, o número salta para 33 milhões.
Mais uma vez comemoramos esta data e gostaria de deixar aqui uma reflexão: será que o dia dos estudantes é só mais um feriado onde podemos descansar, divertir e pronto?
Esse é um momento de pensar nas oportunidades e diferenças sociais. O que a educação pode trazer de benefícios para um cidadão? Quando a educação pode transformar a vida de pessoas? Por que o Brasil não investe maciçamente nessa área? Quais as chances de um aluno analfabeto funcional, sem apoio ou condição alguma, de concorrer a uma vaga na universidade ou no mercado de trabalho com um aluno de boas e caras escolas particulares?
Gostaria muito que toda a comunidade escolar atentasse para essa problemática e formasse uma brigada em prol da educação de qualidade para todos. Somente assim poderemos ter um país digno e desenvolvido de fato.
A todos os alunos, que convivem comigo e/ou que passaram por mim em algum momento de minha vida na educação: FELIZ DIA DO ESTUDANTE! A Tia ama todos vocês.
Nunca te deixes ser fraco, desleal, covarde. Pois tu, jovem estudante,
tens que assumir o comando do teu país."
(Marina da Silva)

E como a Tia Olímpia já falou nas salas, durante as boas vindas, “— Vai ser pauleira, punk total!”
Vamos aos esclarecimentos: nada de festas loucas com pessoas endiabradas dançando ao ritmo alucinado de músicas pesadas.
Usar os termos “Pauleira e Punk” é uma maneira de dizer que o semestre vais ser muito corrido, recheado de atividades pedagógicas, esportivas, culturais e lúdicas.
Teremos neste semestre, dois grandes eventos: as olimpíadas escolares, evento que envolve as três sedes do Colégio José de Alencar em várias modalidades esportivas durante os três turnos, acontecendo paralelamente às aulas normais. Serão dez dias de jogos com início no dia 1º e encerramento no dia 10 de setembro, nas dependências da escola e espaço de cultura e lazer JA. E a semana cultural 2011, que acontecerá entre os dias 31 de outubro e 04 de novembro e envolve todas as disciplinas nos formatos mais diversos de apresentações (números artísticos, gincanas, workshops, exposições, etc.). Tudo isso somado ao conteúdo programático a ser concluído até o final de novembro.
Pauleira, mas muito legal! É disso que precisamos: dinamicidade, ação, aprendizagem, amizade, colaboração, competitividade, tudo junto e misturado na escola, para formarmos cidadãos completos.
Amo muito tudo isso...

TEM SEMPRE SAÍDA
De: Olímpia Ribeiro
Um dia amanheci perdido
Já não tinha no rosto alegria
E no corpo muito cansaço.
Só Deus talvez entendia
Tudo aquilo que eu sentia
No mundo perdi o espaço.
Um corpo só no abandono
Sentindo o calor e o frio
Por todo canto estilhaço.
Perdido assim me sentia
Trocando noite pelo dia
Sem entender os meus passos.
Quando o desespero chegava
Revidava em todo mundo
Galopando só no cangaço.
Uma luta sem vencedor
No desespero da dor
E na dureza do aço.
Pro mundo, totalmente invisível
Prá mim, eu nem existia
Minha vida enfim, um fracasso.
Meus olhos quase fechando
O corpo devagar definhando
Da veste somente o chumaço.
Nem mesmo acreditei
Quando uma luz me tocou
A Deus perguntei: — O que faço?
Ele nada respondeu
No entanto alguém me acolheu
Com a força de um grande abraço.








Enfim chegaram as férias! E aí o que você vai fazer?Num primeiro momento todos querem muita diversão, farra ou somente jiboiar na frente da televisão.






a, quadrilha improvisada, pessoas caracterizadas (atentem para o detalhe da tia que vos fala toda de NOIVA) e muita animação.